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Acompanhamento a beneficiários do Bolsa Família na Região Sul de Saúde chega a 86% Índice é resultado de programa criado para atender pacientes da ate

MARIANA DAMACENO, DA AGÊNCIA BRASÍLIA



Mãe solteira, Fátima Isalice Freitas, de 59 anos, criou sozinha os cinco filhos com o dinheiro que conseguiu juntar mês a mês nos últimos anos. Vendedora de produtos cosméticos e beneficiária do Bolsa Família, ela é um dos 126 pacientes que têm atenção especial da equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) 4 de Santa Maria.


Fátima Freitas, de 59 anos, é beneficiária do Bolsa Família e paciente da UBS 4 de Santa Maria, parte da Região Sul de Saúde. Foto: Tony Winston/Agência Brasília


O grupo é composto por médico, enfermeira, dois auxiliares em enfermagem e quatro agentes comunitários de saúde.


Ele é referência dentro da Região Sul de Saúde, que no fim do ano passado criou um programa para melhorar o acompanhamento da atenção primária aos beneficiários do Bolsa Família.

A iniciativa resume-se em incentivar os profissionais das UBS a ter um olhar mais atento a esses pacientes, com trabalho em grupo, criatividade e ações programadas.


O resultado foi o aumento, em pouco mais de seis meses, de 35,86% para 86% no índice de acompanhamento desse público.


Agora, em um novo ciclo, esse índice já chega a 50%, mesmo restando algum tempo para o fim do semestre, quando os dados finais serão repassados ao Ministério da Saúde.


"O ministério (da Saúde) pede que acompanhemos o peso e a altura de determinadas faixas etárias, mas quisemos ir além"
Iracy Gomes, coordenadora do Bolsa Família na Região Sul de Saúde,

“O ministério pede para que acompanhemos o peso e a altura de determinadas faixas etárias, mas quisemos ir além”, conta a coordenadora do programa Bolsa Família da Região Sul de Saúde, Iracy Gomes, que iniciou o projeto.


Além de aferir os dados obrigatórios de crianças de até 7 anos e mulheres de 14 a 44 anos, a intenção é que todos os membros da família passem por avaliações constantes relacionados a temas diversos, como gravidez, saúde bucal e planejamento familiar.


Um dos desafios, segundo Iracy, foi diminuir o preconceito em relação a quem recebe o benefício e mostrar que para muitos deles esse cuidado especial faz toda a diferença.


“Essa pipoca que eles estão comendo aqui pode ser para alguns deles o café da manhã a que terão acesso hoje”, revela, ao citar o lanche de uma das ações do projeto da Região Sul.