Visualização do Projeto

ESPAÇO SUSTENTÁVEL 100 DIMENSÃO

ESPAÇO SUSTENTÁVEL 100D HORTA CIDADÃ ESPAÇO PEDAGÓGICO PARA CAPACITAÇÃO E MELHORIA DA SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL DE COMUNIDADES DO DF E ENTORNO OFICINAS COMUNITÁRIAS DE PRODUÇÃO AUDIOVISUAL DA MEMÓRIA ALIMENTAR DOS POVOS DO CERRADO 2. – CONTEXTUALIZAÇÃO E JUSTIFICATIVA DA PROPOSTA Os dramas da fome e da desnutrição, de ampla recorrência histórica, constituem problemas crônicos de insegurança alimentar enfrentados pela população, fortemente associados à pobreza e a desigualdade distributiva estrutural de nossa sociedade. Ademais, o desenvolvimento científico e tecnológico, permanentemente incorporado à estrutura de produção e consumo de alimentos, adiciona a cada dia novos riscos e “incertezas” a esses velhos problemas, tais como as preocupações com a qualidade sanitária e nutricional dos alimentos e as relacionadas com a conservação e controle dos recursos fitogenéticos. Nas últimas décadas, a segurança alimentar vem se constituindo em um tema recorrente no Brasil, provocando amplo debate, público e governamental, sobre os objetivos e critérios para o planejamento e construção das políticas públicas. Transformações econômicas, sociais e demográficas atingiram nossa sociedade nas últimas décadas e modificaram o perfil nutricional e educacional da população. A desnutrição, principalmente quando acomete os indivíduos mais jovens, continua despertando a preocupação de autoridades sanitárias e pesquisadores da área da saúde infantil. A infância e adolescência são etapas importantes do desenvolvimento, acompanhadas de processos de crescimento e de maturação tanto do ponto de vista somático quanto psicológico. Trata-se de períodos de elevada demanda nutricional e, por esse motivo, a nutrição desempenha um papel importante pelo fato de que a adoção da dieta inadequada pode influenciar de forma desfavorável o crescimento somático. No entanto, o acervo de pesquisas, análise e intervenções sobre crianças e adolescentes em idade escolar ainda é escasso e refere-se, sobretudo, às experiências juvenis dos grandes centros urbanos. A escola tem sido, desde as épocas mais remotas, um espaço propício e privilegiado para o desenvolvimento de programas de intervenção junto à população, sua abrangência não se restringindo ao ensino, mas incluindo também, nas ações de promoção da saúde, as relações lar- escola-comunidade, a prestação de serviços, como o da alimentação escolar e a promoção do ambiente escolar saudável (físico e emocional). O ambiente de ensino, ao articular de forma dinâmica alunos, familiares, professores e funcionários, proporciona condições para desenvolver atividades que reforçam a capacidade da escola de se transformar em um local favorável à convivência saudável, ao desenvolvimento psico-afetivo, ao aprendizado e ao trabalho de todos os envolvidos nesse processo podendo, como conseqüência, constituir-se em um núcleo de promoção de saúde local (COSTA, RIBEIRO; RIBEIRO, 2001). Sendo um local onde o alunado passa, em média, 4/horas/dia, participando de atividades educativas e formadoras, as escolas são espaços primordiais para se oportunizar a discussão e para se realizar ações propositivas voltadas à segurança alimentar e nutricional da população. Assim, espaço melhor que a escola não haveria para a consecução, discussão e afirmação do direito universal à alimentação, em quantidade e qualidade, contribuindo, conseqüentemente, para a transformação dos alunos em agentes disseminadores desse direito. A presente proposta tem como objetivo promover ações de pesquisa e desenvolvimento voltadas à melhoria da segurança alimentar e nutricional de crianças e adolescentes em idade escolar residentes em comunidades carentes do Distrito Federal e Entorno, utilizando a tecnologia do registro audiovisual para traçar o perfil alimentar das comunidades que serão atendidas pelo projeto e realizando o diagnóstico que orientará o desdobramento das atividades de implantação das hortas, simultaneamente a produção dos conteúdos instrucionais. Inicialmente serão averiguadas as práticas alimentares desse público e, posteriormente, em função do diagnóstico obtido nesta abordagem, serão desenvolvidas ações para a conscientização em torno do tema segurança alimentar e para a disseminação de boas práticas alimentares e nutricionais. Além disso, aos jovens será oportunizado a apropriação de conhecimento científico e tecnológico, principalmente na capacitação em produção audiovisual, auxiliando-os para uma qualificação profissional direcionada ao mercado de trabalho. Trabalhar-se-á em escolas públicas, instalando hortas que servirão como lócus para a obtenção de alimentos produzidos organicamente, aumentando assim a disponibilidade de alguns alimentos que têm restrição de consumo em função da renda; além de se utilizar esse mesmo espaço como elemento facilitador de ações educativas e profissionalizantes, principalmente como locações cenográficas para a produção dos conteúdos gerados em Oficinas Comunitárias de Produção Audiovisual. O trabalho terá como foco a disseminação de boas práticas alimentares promotoras da saúde, que sejam econômica e ambientalmente sustentáveis, abordando o tema de forma transversal e prática, permitindo a geração de renda, a inclusão social e o exercício da ação cidadã. A proposta é trabalhar com as escolas da rede pública de educação, criando hortas escolares e sensibilizando crianças, adolescentes, professores e funcionários, para conscientizar sobre hábitos alimentares saudáveis e a preservação ambiental das comunidades escolares O projeto terá uma abordagem interdisciplinar, abrangendo desde a preparação do solo, o cultivo, o respeito ao meio ambiente e a cultura alimentar local até o preparo e consumo consciente de alimentos saudáveis. Todas as disciplinas estarão contempladas no aprendizado das hortas escolares. A partir de uma aula de ciências sobre alimentação, possibilita-se a leitura de textos sobre o tema, a escrita, a discussão do alimento como remédio natural, a introdução de conceitos de ecologia, sobrevivência, tecnologia de alimentos e do plantar, e assim por diante. As abordagens audiovisuais realizadas pelas turmas sobre o processo de plantio, manejo e manutenção da horta serão o principal motivador do público alvo para o envolvimento no empreendimento comunitário, fundamentado na busca de informações em bibliografia de referência impressa e virtual, vivência por oficinas teatrais, que se utilizará como instrumento na fase de pesquisa e produção de documentários e vídeos instrucionais. O Distrito Federal, segundo dados do IBGE de 2007, tem uma população estimada em 3 milhões de habitantes, distribuídos por 29 regiões administrativas. Considerando que as maiores concentrações populacionais e/ou de baixa renda e em situação de insegurança alimentar encontram-se na Ceilândia, Santa Maria, Samambaia, Planaltina, Varjão, Estrutural e São Sebastião e, na região do Entorno, dentro dos mesmos critérios anteriores, estão as cidades de Águas Lindas de Goiás, Cidade Ocidental, Novo Gama e Planaltina de Goiás, esses serão os locais objetos da intervenção apresentada por essa proposta. Os resultados obtidos permitirão um mapeamento e diagnóstico da situação de insegurança alimentar dos grupos populacionais destacados. Estas regiões administrativas e cidades vivenciam um crescimento urbano desordenado e rápido, com conseqüências negativas em termos de violência, insegurança, atendimento inadequado à saúde e à educação e falta de saneamento básico. Ações educativas e preventivas tendem a consolidar hábitos saudáveis capazes de delinear um novo contexto social. A aprovação da Lei de Segurança Alimentar – LOSAN/2006 induziu a uma mobilização sobre o assunto, pois, no contexto de cidadania, todos têm direito a uma alimentação adequada, a uma educação nutricional que o introduza em práticas positivas, desenvolvendo conhecimentos indispensáveis para uma vida saudável. O IBGE, na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, no quesito índice de Indicadores Sociais, divulgado em 2007, revela que metade das famílias brasileiras vive com menos de R$ 350,00 (trezentos e cinqüenta reais) por mês. E os 40% mais pobres vivem com um valor médio de R$ 147,00/ mês. As famílias monoparentais, em especial, as femininas (que, em 2006, correspondiam à cerca de 10,7 milhões) são particularmente vulneráveis visto que 47% vivem com até ¾ de salário mínimo per capita. Esta situação econômica precária se agrava entre aquelas em que todos os filhos têm idade inferior a 16 anos, das quais 60% viviam, em 2006, com até ¾ de salário mínimo per capita. Vivem com uma media de ½ salário mínimo arranjos familiares onde existam laços de consangüinidade, laços de dependência econômica e/ou residência em um mesmo domicílio de grupos distintos de até 5 pessoas, ainda que sem vínculos de parentesco. Esta situação de pobreza encerra sérias conseqüências. Segundo informações da Secretaria de Saúde do DF, estima-se, de acordo com levantamento realizado em 2007, que no Brasil já existiam 6,7 milhões de obesos entre os jovens de 06 a 18 anos. Dentre os diversos distúrbios alimentares, destaca-se a obesidade nas classes menos favorecidas que, por falta de condições e conhecimentos sobre uma alimentação saudável e nutritiva, apresentam deficiência alimentar e subnutrição. O maior índice de sobrepeso e obesidade está concentrado entre as mulheres mais pobres em que o fator padrão alimentar é o gerador. Parece um paradoxo, mas se explica pelo fato de que uma alimentação altamente energética e rica em carboidratos tende a ser mais barata. Existe uma adaptação do organismo a este tipo de hábito alimentar que sana a fome, mas não nutre o organismo, resultando no subnutrido. O metabolismo habitua-se a gastar energia só para o funcionamento do corpo, gerando na infância e na fase adulta o desnutrido obeso. Este terá um organismo carente de proteínas, vitaminas e sais minerais. Tratar a questão é urgente e exige medidas eficazes, efetivas e abrangentes. Programas como o Fome Zero do Governo Federal, pesquisas acadêmicas, debates intensos sobre o tema na sociedade são indicadores de uma grande mobilização em torno do assunto. As conseqüências indesejáveis que a fome e a ingestão inadequada de alimentos podem trazer a curto, médio e longo prazo para a saúde e bem estar da população, sobretudo aos mais jovens, evidencia a premência de se tratar o problema. É com base neste pressuposto que surge o Projeto Horta Cidadã: espaço pedagógico para capacitação de estudantes e melhoria da segurança alimentar e nutricional nas escolas do DF e Entorno. Os pressupostos metodológicos na implantação do Projeto das Hortas Escolares baseiam-se na abordagem de Delors destacados no Relatório sobre a Educação do Século XXI, feito para a Comissão Internacional pela Educação da Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura – UNESCO. Este relatório apresenta uma proposta para a educação na modernidade e está direcionada para quatro tipos fundamentais de ações metodológicas de aprendizagem: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros e aprender a ser. Inicialmente o aprender a conhecer debruça-se sobre o raciocínio lógico, a compreensão, a dedução, a memória, processos essencialmente cognitivos. Em despertar no aluno a sede do saber, a pesquisa, a busca do conhecimento. O aprender a fazer está baseado no conhecer teórico anterior e consiste essencialmente no aplicar, na prática, a teoria. No aprender a conviver com o outro estariam os conflitos que surgem das diferenças individuais, no modo de ser de cada um e envolve, por conseguinte, atitudes e valores. Implica na descoberta paulatina do outro, na aceitação da diversidade e na efetiva participação em projetos comuns. O aprender a ser seria uma conseqüência natural dos demais fatores, pois a educação visa o desenvolvimento global do indivíduo. De sua sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, pensamento moral e ético. Neste caso, os valores e atitudes são também um significativo componente, mas não direcionado à vida em sociedade diretamente e sim ao desenvolvimento individual que se refletirá na sua vida de interação com os demais. Visa à constituição de um indivíduo autônomo, intelectualmente ativo e independente, capacitado para a vida de relação, para se comunicar e evoluir permanentemente, intervindo de forma consciente e proativa na sociedade. Através desta ação, estaria sendo trabalhada a geração de renda e a inclusão social a partir de investimento pessoal em ações que lhes permitirão ter uma vida com dignidade. Este projeto, com duração de dezoito meses, constitui a primeira fase de um trabalho maior a ser desenvolvido pela extensão das hortas escolares até as hortas familiares e as de subsistência, às hortas comunitárias, às hortas em praças e jardins, que podem aliar-se em cooperativas que garantirão o resgate nutricional, a geração de renda pela venda dos excedentes de produção por parte das famílias assistidas, gerando um efeito multiplicador nas comunidades. No desdobramento estratégico do projeto, em futuras etapas, pretende-se criar um Centro de Referência Alimentar e Nutricional, com Cozinha Experimental; e fomentar a instalação de cooperativas de produção e venda de hortifrutigranjeiros, disseminando o “como fazer” obtido pela experiência de execução do projeto, em conteúdos formatados pela linguagem audiovisual nos mais diversos suportes de mídia. 3. – PÚBLICO-ALVO O público-alvo é constituído por crianças, adolescentes, jovens e adultos das comunidades relacionadas. Como beneficiários diretos, os participantes serão capacitados para desenvolver as atividades da horta, tornando-se habilitados quanto às técnicas de produção agroecológica de hortaliças, apropriando conhecimentos e tecnologias para o desenvolvimento de atividades ligadas a essa atividade. Simultaneamente, serão também capacitados para o registro, edição e distribuição em produção audiovisual do processo gerado. Como beneficiários indiretos, os familiares e pessoas do círculo de convivência dos participantes, além de outros grupos comunitários interessados na implantação do projeto em suas localidades. Os conceitos e uma nova cultura sobre formas de alimentação mais adequadas chegarão ao conhecimento desse público, por meio de várias atividades para as quais será convidado a participar e pela distribuição do conteúdo dos vídeos instrucionais e reportagens de divulgação produzidos nas Oficinas Comunitárias de Produção Audiovisual. 4. – OBJETIVOS Objetivo Geral Desenvolver atividades de implantação e acompanhamento de hortas escolares e comunitárias, capacitando simultaneamente os agentes participantes para o registro, edição e distribuição do conteúdo gerado em oficinas comunitárias de produção audiovisual, com abordagens de temas relacionados à memória alimentar dos povos do cerrado, no contexto da realidade social, cultural e ambiental de comunidades do Distrito Federal e Entorno, localizadas em áreas de alto risco em termos de segurança alimentar e nutricional, promovendo também a capacitação profissional desse público por meio de processo de ensino aprendizagem apoiado na utilização de suportes tecnológicos de produção audiovisual. O trabalho terá como foco a disseminação de boas práticas alimentares promotoras da saúde, que sejam econômica e ambientalmente sustentáveis, abordando o tema de forma transversal e prática, permitindo a geração de renda, a inclusão social e o exercício da ação cidadã. Objetivos Específicos • Identificar e treinar potencialidades individuais e coletivas para a prática da linguagem audiovisual e o desenvolvimento dos temas referentes à implantação e acompanhamento das hortas escolares pelas diversas fases de uma produção em vídeo. • Obter o perfil nutricional do público-alvo a partir das técnicas de abordagem das Oficinas Comunitárias de Produção Audiovisual; • Promover práticas alimentares saudáveis, resgatando, valorizando e incrementando a cultura alimentar local; • Promover ações educativas de qualificação que propiciem possibilidades futuras de inserção no mercado de trabalho; • Implementar ações de sensibilização e capacitação de estudantes e professores numa perspectiva transversal e cidadã, integrando o conceito de segurança alimentar e nutricional às diferentes dimensões da saúde física, mental, emocional e social do ser humano; • Produzir recursos pedagógicos de apoio que favoreçam e consolidem as ações práticas; • Promover a sustentabilidade das hortas do ponto de vista técnico, administrativo, social e cultural; • Fomentar a organização coletiva e a responsabilidade social com a segurança alimentar estimulando os participantes para o trabalho solidário, interativo e de troca de experiências. • Valorização da cultura alimentar local com o plantio de hortaliças características da região, além das demais comumente conhecidas; • Criar um espaço exclusivo para plantas medicinais e, em particular, para as oriundas do cerrado; • Promover a ecologização do ambiente escolar ou qualquer outro no qual o projeto esteja instalado, dando privilégio para a flora do cerrado. • Criação de um espaço formativo voltado para o conhecimento da flora da região Cerrado; • Criação de grupos de valorização da medicina natural com a utilização dos produtos das próprias hortas; • Promover seminários relativos à importância da medicina natural, a contribuição das plantas nativas como memória e em vista de novas descobertas e, em tal perspectiva, a importância da conservação do meio ambiente; • Promover concursos de novas receitas a partir da utilização dos produtos nativos. • Desenvolver processos de abordagem comunitária favoráveis à reflexão, propondo maior observância da compaixão, do cuidado e da boa convivência entres os seres humanos e com os demais elementos da natureza. • Realizar o programa de TV “Rede Comunitária”, com edição dos produtos gerados nas oficinas de produção audiovisual para veiculação pela TV Pública e Canais Comunitários. 5. – METAS DO PROJETO 1. Obter perfil nutricional do público-alvo a partir da abordagem das Oficinas Comunitárias de Produção Audiovisual; 2. Realizar 60 oficinas de sensibilização para implantação do projeto; 3. Capacitação de 30 pessoas que serão responsáveis pelas hortas; 4. Construção de 30 minhocários nas escolas; 5. Implantação de 30 hortas em escolas públicas do Distrito Federal e Entorno; 6. Promoção do enriquecimento da merenda escolar nas 30 escolas públicas do Distrito Federal e Entorno participantes do projeto; 7. Disseminação de conhecimento sobre segurança alimentar e nutricional e respeito e preservação do meio ambiente na comunidade escolar. 8. Produção de três Vídeos Instrucionais sobre: - Implantação de Hortas Escolares; Segurança Alimentar e Nutricional e Educação e Meio Ambiente, abordando o processo desde o diagnóstico do perfil alimentar das comunidades como autobiografia individual, memória de saberes e fazeres tradicionais, passando pela preparação do solo e plantio até a colheita e consumo pela comunidade. 9. Produção de reportagens para TV versando sobre Segurança Alimentar e produção de Hortas; 10. Distribuição dos vídeos instrucionais para a replicação do projeto em escala regional e nacional. 6 – METODOLOGIAS DE EXECUÇÃO A metodologia do projeto é ancorada na metodologia da Escola de Comunicação Comunitária com as Oficinas Comunitárias de Produção Audiovisual, que desenvolve o processo de ensino aprendizagem apoiado na utilização dos meios tecnológicos de produção videográfica, operando-se em um passo a passo fundamentado no modo de fazer concreto característico da linguagem audiovisual. As oficinas são planejadas e executadas a partir do fascínio que uma câmera desperta principalmente na clientela jovem, aproveitando-se de seu fenomenal cabedal de habilidades adquirido a partir de experiências com a linguagem audiovisual, principalmente com as cotidianas e intensas emissões televisivas. A introdução de uma câmera no contexto da sala de aula, apresentando as possibilidades de expressão pela linguagem audiovisual, provoca uma postura receptiva dos alunos e estabelece-se imediatamente um compromisso baseado no natural interesse despertado pela tecnologia utilizada. Operacionalizando-se como uma prática pedagógica que permite aos participantes deixarem de ser apenas consumidores para serem produtores/criadores de mensagens audiovisuais, as oficinas são desenvolvidas sobre temas pré-estabelecidos e conduzidos pelo professor/facilitador, que já no primeiro encontro propõe um círculo em que todos os participantes apresentam-se para a câmera que gira sobre o tripé no centro. Cada um diz seu nome, outras referências importantes de controle da turma e emenda com suas expectativas em relação à oficina. Imediatamente após a apresentação de todos, as imagens são exibidas na tela, provocando um segundo momento de contato com a tecnologia que permite a cada um e também a toda a turma iniciar a construção de sua “auto imagem” no processo da oficina. Iniciada a vivência com a linguagem audiovisual, parte-se para a escolha do gênero de abordagem do tema proposto no âmbito do projeto de implantação e acompanhamento das hortas (que também pode ser redefinido a partir de uma eleição do grupo ou da unidade/escola). Documentário, ficção e vídeo clip, são modelos facilmente identificados pelos alunos a partir de suas experiências no cotidiano midiático e são adotados segundo as preferências da maioria do grupo, discutidas democraticamente e mediadas pelo professor/facilitador. Uma vez instrumentalizados, os estudantes vão produzir as abordagens dos temas segundo os tópicos do conteúdo programático. Em um exemplo: na realização do vídeo pela turma, sobre os temas da implantação e acompanhamento das hortas escolares, seguindo a roteirização e seus desdobramentos com pesquisas e organização da produção, os alunos buscam referências junto aos mais vividos que guardam nuances da história da comunidade (memória alimentar), nunca registradas em documentos de qualquer suporte físico. Este contato e as informações, registros e novas elaborações dele decorrentes compõem um processo de ensino-aprendizagem fundamentado no modo de fazer concreto característico da linguagem audiovisual. Todo este procedimento valoriza habilidades e responsabilidades dos alunos e desperta o interesse para a busca de novos conhecimentos, proporcionando o envolvimento de setores da unidade/escola e da comunidade na realização de um produto que será debatido e compartilhado como parte de suas histórias pessoais e da coletividade. Ao ser exibido publicamente em sessões comunitárias e pela tv, o trabalho é a coroação do esforço conjunto de aprendizagem e de construção do bem comum. O desenho metodológico prevê alguns componentes considerados estratégicos para a execução do projeto, quais sejam: 1) Incentivo ao protagonismo das pessoas; 2) Participação do público-alvo em todas as etapas; 3) Utilização de tecnologias acessíveis, de efeito rápido e baixo custo; 4) Produção agroecológica dos alimentos; 5) Respeito aos hábitos e à cultura alimentar da comunidade; 6) Valorização das práticas saudáveis de alimentação. O projeto será desenvolvido por uma equipe interdisciplinar e multidisciplinar, em duas fases: a primeira, objeto desse financiamento, prevê a realização das oficinas que buscarão a sensibilização dos professores, diretores, merendeiras e alunos das escolas do DF e Entorno, possibilitando que conceitos fundamentais, tais como segurança alimentar e nutricional, educação ambiental, cidadania, responsabilidade social, entre outros, sejam efetivamente internalizados pelos participantes desse projeto, obtendo-se em registro audiovisual a memória e autobiografia alimentar dos grupos comunitários abordados. Após esse processo de embasamento conceitual, serão produzidos os materiais pedagógicos, que irão instrumentalizar as próximas ações. Os materiais serão utilizados nas palestras e oficinas sobre segurança alimentar e nutricional, e nas demais atividades de apropriação de conhecimentos. Serão produzidos com linguagem e conteúdo acessíveis aos diversos públicos participantes do projeto, dentro da metodologia da Escola de Comunicação Comunitária. Simultaneamente à produção dos materiais didáticos proporcionados pelas Oficinas Comunitárias de Produção Audiovisual, começarão a ser implantadas as hortas e os minhocários. Importante destacar que a instalação dos minhocários garantirá certa auto-suficiência no que tange ao abastecimento das hortas com insumos orgânicos, seja pela suas propriedades como melhorador do solo, seja por permitir o acesso à matéria orgânica na própria escola, garantindo, nesse aspecto, a sustentabilidade da produção. A condução, o manejo e a manutenção da horta serão feitos por uma pessoa específica, contratada na própria comunidade para tal fim. No entanto, há que se enfatizar que é nesse local que os alunos irão acompanhar e aprender não só o processo de produção de frutas e hortaliças, em uma espécie de reencontro com o meio rural, mas também aspectos de valorização e respeito ao meio ambiente e ao espaço geográfico. Cabe destacar, ainda, que a horta consistirá em um local de aprendizado prático de conceitos de diferentes disciplinas. Por exemplo, durante a construção dos canteiros, os alunos serão apresentados a conceitos matemáticos da geometria e trigonometria. Quando do plantio das hortaliças, noções de ciências e português. Os materiais colhidos na horta serão aproveitados para a melhoria da merenda escolar e, em caso de produção excedente, serão permutados com outras unidades participantes do projeto. Nessa etapa, merendeiras, professores e alunos participarão de diversificadas atividades promovidas por nutricionistas, pedagogas e estudantes da UnB sobre temas transversais, com produtos da horta. O gestor do projeto, em parceria com a sua equipe, além dos psicólogos, pedagogos e professores de artes cênicas e a comunidade, avaliará, periodicamente, os resultados materiais e imateriais do projeto, por meio de oficinas, questionários e registros a cada etapa de implementação e desenvolvimento, e por ocasião da conclusão da participação dos capacitadores nas escolas. Em uma segunda etapa do projeto, com os resultados e avanços obtidos quando da consecução da primeira etapa, trabalhar-se-á para a criação de um Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional no Distrito Federal e Entorno, devidamente equipado com uma cozinha experimental , acervo documental e conteúdo instrucional para distribuição.

COOPERATIVA 100 DIMENSÃO COLETA SELETIVA RECICLAGEM DE RESÍDUOS SÓLIDOS FORMAÇÃO EDUCAÇÃO AMBIENTAL

QN 18 CONJUNTO 09 LOTE 01

(61) 8268-6764

SÔNIA MARIA DA SILVA

Outras Informacões

Não

Riacho Fundo II

313

800

Cronograma:

1/9/2017 até 31/12/2017

Manhã: de 6h às 12h | Tarde: de 12h às 18h | Noite: de 18h às 00h

Dia Período
Domingo
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado

Período de Inscrição:

1/9/2017 até 31/12/2017

Eixos de Atuação
  • Acessibilidade
  • Artesanato
  • Assistência Social
  • Cidadania
  • Ciência e Tecnologia
  • Comunicação Social
  • Cultura
  • Defesa Social e Jurídica
  • Desenvolvimento Rural
  • Desenvolvimento Social
  • Desenvolvimento Sustentável
  • Direitos Humanos
  • Economia Solidária
  • Educação
  • Elaboração de Projetos
  • Esporte
  • Gestão da Informação
  • Igualdade Racial
  • Justiça e Cidadania
  • Meio Ambiente
  • Memória e Patrimônio
  • Mobilidade
  • Recreação
  • Recreação e Lazer
  • Saúde
  • Segurança Alimentar e Nutricional
  • Socioeducativo
  • Tecnologias
  • Turismo
  • Urbanismo e Arquitetura
  • Público de Interesse
  • Associações e Cooperativas
  • Catadores de materiais recicláveis
  • Comunidade
  • Criança e Adolescente
  • Dependentes Químicos
  • Idosos
  • Juventude
  • Mulheres
  • Pessoas com Câncer
  • Pessoas com Deficiência
  • Pessoas com Doenças Raras
  • Proteção Animal
  • Nenhum voluntário encontrado.
    Nome Status Convidado
    ADAILTON ROCHA ALVES Candidato Não
    ALINE DE OLIVEIRA MONTEIRO Candidato Não
    ALINE GRAZIELE DE OLIVEIRA Candidato Não
    AMANDA LAYANNE GONÇALVES MELO Candidato Não
    AMANDA TOFOLI FERNANDES Candidato Não
    BEATRIZ MOTTA Candidato Não
    CAMILA MARIA LUNGUINHO FIGUEIREDO Candidato Não
    CAROLINA FERREIRA Candidato Não
    DANIEL HENRIQUE LIRA DE SOUZA Candidato Não
    DANIEL RAMOS MARTINS Candidato Não
    EDIRLENE ANA DE SOUZA Candidato Não
    EILANE GOMES DA SILVEIRA FARIAS Candidato Não
    ERNANI BATISTA DA SILVA Candidato Não
    FRANCISCA APARECIDA DE SANTANA DANTAS Candidato Não
    HIGOR MONTEIRO DE OLIVEIRA SILVA Candidato Não
    INGRID DRIELY SOAREA RODRIGUES Candidato Não
    IRVING PEGGY Candidato Não
    IVAN PEREIRA DA SILVA Candidato Não
    JAQUELINE FRANCISCA DE SOUSA SANTOS FREIRE Candidato Não
    JEICE ANNIE DOS SANTOS Candidato Não
    JESUS DUARTE FILHO Candidato Não
    JOABE SANTIAGO SILVA Candidato Não
    JOVINA APARECIDA DE OLIVEIRA Candidato Não
    JOYCE IBIAPINA COSTA Candidato Não
    JÉSSICA RODRIGUES DOS SANTOS Candidato Não
    KATTIUCY LOPO GAIA LEITE Candidato Não
    KAUAN MATHEUS NUNES GUIMARÃES Candidato Não
    LAIS REGINA DE CAMPOS CARDOSO Candidato Não
    LEONARDO MARÇAL Candidato Não
    LORRANY CORDEIRO CORTÊZ Candidato Não
    LORRAYNE MEIRELES PALHARES GOMES Candidato Não
    LUCIENE FIGUEIREDO SILVA Candidato Não
    MARTHA GOMES DE OLIVEIRA Candidato Não
    MIRIAN SCHEIDEGGER Candidato Não
    PETER STAN BARBOSA PINHEIRO Candidato Não
    POLIANA ESPÍNDULA BATISTA DE OLIVEIRA Candidato Não
    SAUANNA MICHELY RAMOS PAIVA Candidato Não
    VALERIA REIS Candidato Não
    VICTORIA HELLEN FERREIRA SANTOS Candidato Não
    VLADIIMIR FELICIO DE SALES Candidato Não
    WILCLEIA COSTA FERREIRA Candidato Não
    ÉRICA MARIA LUCENA FERNANDES Candidato Não